Deus é existência, consciência e bem-aventurança infinitas, afirma a Vedanta. Essa realidade transcendente e impessoal, subjacente a tudo que existe, recebe o nome de Brahman.  Ainda assim, a Vedanta também afirma que Deus pode ser pessoal, assumindo forma humana em diferentes épocas. Mais importante, Deus mora em nossos corações como o divino Ser ou Atman, que não nasce e não morre, que não é afetado por nossas falhas ou pelas alterações de nossos corpos e mentes. Puro, perfeito, livre de limitações, o Atman é uno com Brahman. O maior templo de Deus reside no coração do homem, e a meta da vida humana é manifestar essa divindade. Consciente ou inconscientemente, todo ser humano caminha para expressá-la, pois ela é nossa verdadeira natureza.

               Finalmente, a Vedanta afirma que todas as religiões ensinam as mesmas verdades básicas a respeito de Deus e do mundo. Milhares de anos atrás, o Rig Veda já declarava: "A Verdade é uma, os sábios chamam-na por diversos nomes".

               Vedanta é uma combinação de duas palavras: "Veda" que significa conhecimento e "anta" que significa "a parte final" ou a "essência" dos Vedas. Neste contexto, o conhecimento não tem uma acepção intelectual do limitado conhecimento que adquirimos através dos livros. "Conhecimento", aqui, significa o conhecimento de Deus, bem como o conhecimento de nossa natureza divina. Vedanta é, pois, a busca do autoconhecimento.

               As porções finais dos Vedas são também chamadas Upanishads. Estas escrituras são o registro das experiências espirituais de muitos sábios anônimos da antiga Índia, na sua busca por Deus e pela Realidade. Assim, a Vedanta, embora represente a base filosófica e religiosa de muitas das doutrinas hindus, não é relevante apenas para o hinduísmo. Seus ensinamentos são universais e impessoais. Consistem de princípios básicos da vida espiritual, que podem ser experimentados e testados por qualquer aspirante espiritual sincero, de qualquer raça, religião e época.

               Cada um de nós tem sua própria natureza e seu próprio caminho de desenvolvimento, mas a meta é uma só para todos: realizar a divindade interior. O ideal é praticar o equilíbrio harmonioso das quatro yogas principais:

  • Bhakti Yoga - O caminho do amor e da devoção. Para pessoas de natureza predominante emocional.
  • Jñana Yoga - O caminho do discernimento. Para o aspirante espiritual que, através do constante questionamento sobre o que é Real (permanente) e o que é irreal (transitório), busca ultrapassar as fronteiras deste universo visível.
  • Karma Yoga - O caminho da ação sem apegos. Aconselha-nos a agir sem interesses pessoais, utilizando nosso desejo natural de ser produtivos.
  • Raja Yoga - O caminho da meditação. Enfatiza o controle da mente através da concentração. É também conhecido como o "caminho psicológico da união com Deus".

 

 

Para maiores informações: www.vedanta.org.br